"Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais
Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
precisou saber recomeçar
Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota algum motivo para lutar
E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer
Que o verso tem reverso
Que o direito tem o avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E o ódio é uma forma tão estranha de amar
Que o perto tem distâncias
E o esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema, a solução
E o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe quando brilha alguma luz.
Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar
Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar
Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer".
-Contários (Padre Fábio de Melo)
Contrários . . .algo constante em nossas vidas cheia de coincidência,digo,providências.Não creio nas velhas ditas coincidências.
Normalmente temos receio,medo aos contrários da vida,das pessoas,mas eles são necessários para a nossa sobrevivência e amadurecimento.
Imagina se tudo e todo fosssemos iguais?Que estaca este mundo de loucos já estaria?Será que ainda existiria?
Moça,imagina se seu namorado ou marido fosse igual a você em quando detalhe do qual você nem se recorda em você mesma ?Seria tão monótono,inevolutivo que com certeza nem teriam a realmente estar juntos,que dirá um elo de um relacionamento.O mesmo digo a você moço.
Os contrários não só são bons como são necessários.
Padre Fábio de Melo,nesta música de nome homônimo a própria vida esclareceu a necessidade e os motivos da contrariedade na vida.
Deixou bem claro também,que a contrariedade,mesmo nas suas maiores penúrias a um ser humano tem sempre a acrescentar.A contrariedade do amor.Do amar e não ser amada,do amar,ser amado,e perder esta pessoa,seja para a morte ou pelos rumos de novamente contrariedades das quais achamos ser insuperáveis,intoleráveis e nos desviamos desse alguém pela vida.Mesmo assim o contrário tem a te ensinar,afinal,experiências vivídas são conhecimento,degraus de maturidade,sabedoria.Às vezes as experiências de contrários são avisos e erros,com elas vividas,a experiência te faz a aprender a não mais cometer aqueles erros de novo.
Sabedoria,maturidade,conhecimento...não necessariamente nesta ordem,nem todos estes intens,ou todos estes itens de formas distintas as contrariedades da vida nos dão.
Eu vejo muito isso no autor desta música por exemplo,inteligência,conhecimento,sabedoria,maturidade,Tudo o que em mim,faz admirar um ser humano.Eu sou assim,só consigo desenvolver profunda admiração ,mesmo na distância,por quem nas atitudes,olhares e palavras expressa a sabedoria no viver.
Os mais velhos tem muito isso.Por vezes,senhores simples,lavradores,senhoras,donas de casa que pouco sabem da vida,mas muito da vida tem pra ensinar.A velha sabedoria da maturidade,que as vezes só os mais simples podem nos dar.
Eu tenho vivenciado contários nestes tempos da minha vida.
E eu tenho só 21 anos e acho que muito já amadureci e aprendi...mas tenho buscado a sabedoria,que no meu ser,na minha centralidade,Deus,o Verbo,o Amor,vai dar,mesmo que através das dores da vida.
Eu estou crescendo,e cada dia que passa,mais tem sido duro dividir o se humano que quer endurecer,enrijecer com a vida,com a eterna criança de alma branda que acho eu,Deus queira que tenha eternamente aqui dentro . . .
Vou vivendo meus contrários esperando crescer,ser mais sábia com eles,vivencie,mesmo com medo os seus...são tantos,saiba lidar e viver,bem,com os seus,e admirar aqueles que tem a ensinar com os deles.
Crescer,sempre...mesmo que em contrários.
"Eu queria comprar um lar para o mundo, e mobiliá-lo com amor..."
sábado, 24 de agosto de 2013
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
É impossível ser feliz sozinho !
Vinícius de Moraes, um romântico inveterado, afirmava aos quatro cantos: é impossível ser feliz sozinho! Já o psiquiatra Flávio Gikovate afirma exatamente o contrário, em entrevista à revista VEJA: "... os solteiros felizes levam hoje uma vida bem serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo... resolvem a questão sem ajuda... Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico..."
E você, o que pensa a respeito?
Você sabe se cuidar quando está sozinho? Quer dizer, ter um grupo de amigos, ler um bom livro, ir a um cinema, escolher um bom restaurante, ter um hobby, gostar do que faz, gostar de si mesmo, ter sonhos, planos, existir? Ou é do tipo que lamenta não ter ninguém por perto e imagina: "puxa, só serei feliz o dia em que trouxer para minha vida um grande amor"?
Na mesma entrevista o psiquiatra informa que, com base nos atendimentos que faz, só 5% dos casados são felizes. Por quê?
Bem, nessas relações o que impera é a busca pelo diferente. E, quando opostos se atraem, um se submete e o outro manda. Um é egoísta e o outro generoso, e assim por diante. Esse padrão, com o tempo, gera ressentimento, mágoa, dor e sofrimento e, são coroados pela falta de diálogo, pela mentira, pela traição e, por consequência, pela baixo autoestima, pelo viver em função do outro, o abandonar-se, o ser abandonado, etc., etc..
Então o que vai ser? Namoro ou amizade? Casamento ou solteirice?
É preciso compreender que toda escolha tem um preço. Toda escolha demanda renúncia, perda, compromisso, ganhos e perdas. Ou seja, se a questão é pagar para ver, que seja, então, para fazer direito.
Por que não entender e aprender um pouco com padrões que não dão certo? Por que não mudar e transformar a vida, visando não um amor ideal, mas sim um amor possível? E, nesse sentido, por que não decidir todos os dias pela mesma escolha? Por que não construir, com o outro, a relação? Uma relação onde os dois lados crescem e aparecem?
Difícil? Bem, quase impossível, se formos analisar as estatísticas. Podemos, por isso, escolher entre ficar e aumentar o bolo dos 5%, os que dão certo, ou engordar a fila dos outros 95%. E, o que precisamos para tal? Aprender, aprender a nos conhecer. O autoconhecimento é ainda a única chave para conhecer o outro.
O mundo nos tira do centro, nos tira do Ser e, se não estamos centrados, diria a vocês que é impossível mesmo ser feliz. Só ou acompanhados, vamos amargar nossa solidão — que está dentro. Vem do vazio de não nos sabermos como parte do cenário. É quase existencial e, como tal, complexa, de difícil compreensão.
Vale, no entanto, refletir e encontrar o seu caminho para dentro, para o centro, para a harmonia que nos faz mais, melhor, nos faz quem somos. Incluir o outro e, a partir de então, viver uma relação saudável, será mais possível.
- Sandra Maia
Paz e Bem!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Seria tudo mentira?
Alguns instantes parecem ganhar privilégios do tempo, tornando-se perpétuos e intactos dentro de nossa memória.
Aquela tarde andava lenta e morna como todas as tardes dos outonos da cidade maravilhosa, e até os mosquitos procuravam descansar do ar úmido e denso que rodeava as crianças. Ficar sentado era difícil, e pensar era tarefa impossível, quando todos só queriam olhar para os ponteiros do relógio de parede que também parecia compartilhar da preguiça da tarde.
A imaginação nos permite congelar esse momento, e deixá-lo na eternidade. Nenhuma criança ferida, nenhum estouro de balas. Aqui elas continuam sorrindo, elas continuam sonhando.
Seriam todos anjos perdidos, que agora se permitem voar, libertados do instante sofrido que só em nossas mentes existe?
Apagou, apagou. Minhas mãos fazem o gesto para acabar.
Por um segundo me deixo enganar, e penso que melhor seria se tudo fosse mentira.
Aquela tarde andava lenta e morna como todas as tardes dos outonos da cidade maravilhosa, e até os mosquitos procuravam descansar do ar úmido e denso que rodeava as crianças. Ficar sentado era difícil, e pensar era tarefa impossível, quando todos só queriam olhar para os ponteiros do relógio de parede que também parecia compartilhar da preguiça da tarde.
A imaginação nos permite congelar esse momento, e deixá-lo na eternidade. Nenhuma criança ferida, nenhum estouro de balas. Aqui elas continuam sorrindo, elas continuam sonhando.
Seriam todos anjos perdidos, que agora se permitem voar, libertados do instante sofrido que só em nossas mentes existe?
Apagou, apagou. Minhas mãos fazem o gesto para acabar.
Por um segundo me deixo enganar, e penso que melhor seria se tudo fosse mentira.
De:Maninho
terça-feira, 30 de agosto de 2011
O amor poder terminar?
Quando tempo pode durar o casamento? Ou ainda, quando é que ele começa a desmoronar? Até há pouco, pensava-se que as primeiras crises chegassem depois de sete anos de “feliz” convivência. Em seguida, o tempo se abreviou, e o prazo de sua validade foi reduzido para cinco anos. Ultimamente, um levantamento feito pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, com aproximadamente 10 mil casais, descobriu que o amor não sobrevive mais de três anos – dado que coincide com outro estudo feito no Reino Unido, entre 2 mil casais.
«Paixão eterna só existe na ficção», afirma o psicólogo Bernardo Jablonksi, autor do livro: "Até que a vida nos separe: a crise do casamento contemporâneo”. Contudo, as diversas separações pelas quais ele atravessou podem provir do fato de ter identificado o amor com a emoção: «Na paixão, você sofre, deixa de se alimentar, não consegue dormir. Não poder durar!».
Dessa confusão não escapa outro psicólogo de renome, Aílton Amélio. Fundamentado no princípio de que tudo na vida precisa ser alimentado para não morrer, ele conclui: «O amor pode terminar, porque precisa ser nutrido por fatos. É como andar de motocicleta: se parar, cai».
Apesar da dificuldade de distinguir as coisas, o cineasta Roberto Moreira consegue descortinar uma luz no fundo do túnel: «O amor pode ser eterno, mas a probabilidade é pequena. Relacionamento que dure mais de dez anos é um sucesso». Referindo-se ao seu filme “Quanto dura o amor?”, lançado em 2009, Moreira apresenta a solução do enigma: «Talvez o melhor título fosse “Quanto dura a paixão?”, porque o amor só existe quando o parceiro deixa de ser uma projeção nossa».
Como já se tornou lugar-comum afirmar, amor é a palavra mais inflacionada do planeta. Diz tudo e não diz nada! Pode ocultar um egoísmo tão atroz que seu fruto é o desespero e a morte.
Contudo, para os cristãos, sua realidade resplandece como o sol. Quem encontrou seu pleno significado foi o evangelista São João. Por que ele é o único dos apóstolos que, por mais vezes, se declara o “discípulo amado” por Jesus? A resposta é simples e... deslumbrante: porque foi ele quem escreveu a página mais comovedora da Bíblia e fez a descoberta mais revolucionária da história: «Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele» (1Jo 4,16).
Mas, o que é o amor? Eis a resposta de São João: «Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por Ele. O amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e nos enviou o seu Filho para nos libertar de nossos pecados» (1Jo 4,9-10).
Para São João, amar é dar o que de melhor existe no coração humano – sem dúvida, fruto do sacrifício – para que a pessoa que está ao lado tenha uma vida digna e plena. Assim como faz Deus, que oferece o que de mais precioso tem: Seu Filho Jesus. Amar é sair de si mesmo, é esvaziar-se de seus interesses para que o outro se liberte e se promova, em seu sentido mais verdadeiro e profundo. Por isso, o amor exige autodomínio e heroísmo ao pedir que nos coloquemos diante de cada pessoa sem levar em conta as emoções, as mágoas, os apegos e os preconceitos que se aninham em nosso coração. Amar é tomar sempre a iniciativa: «Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho».
O amor humano, embora bonito, misterioso e arrebatador, não é suficiente para preencher o espírito humano. Se é indispensável para iniciar um casamento, é insuficiente para mantê-lo de pé a vida inteira: «O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim» (Documento de Aparecida, 117).
O que pode acabar – às vezes, com uma rapidez tão espantosa que se transforma em seu contrário – é a emoção, o sentimento, a emotividade. Mas o amor verdadeiro nunca termina, simplesmente porque se identifica com Deus. Nessa simbiose divina, ele passa a ter a fisionomia de Deus: paciente e prestativo, humilde e perseverante, misericordioso e gratuito: «Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (Cf. I Cor 13,4-7).
Bispo de Dourados - MS
Paz e Bem
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Andando,pulando pedras.
Queres estar diferente, porque não tens escolhas de ser igual. Quando eu pensaria que a tua beleza ao nascer seria pequena comparada ao que és hoje aos meus olhos?
Quando todos estão sentados, queres estar em pé, enquanto todos dormem, queres cantar, queres sorrir.
O que fazer quando me chamas? Eu espero o dia inteiro tuas palavras, e mesmo sem pedires eu antecipo teus anseios, na tentativa de achar-te em mim, de dizer-te que estou em ti, e que sei do que precisas.
Hoje me ensinas o amor, me ensinas como andar, como pular por entre as pedras do quintal, me ensinas a falar tua língua, bonita, lenta e cheia de segredos, mas desnecessária hoje diante do teu sorriso encantador.
- Maninho
Paz e Bem
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Amizade não correspondida existe?
Outro dia, um colega me perguntou se pode existir uma amizade mesmo quando a outra pessoa não corresponda ao sentimento, e justificou explicando que seria um tipo de amigo virtual ou platônico. Eu nem pensei no assunto, imediatamente disse que "não", porque acredito que a amizade é, antes de tudo, um sentimento partilhado. É o amigo que nos ajuda a ser quem realmente somos porque nos conhece profundamente e o conhecimento é fruto da partilha e companheirismo, o qual não se dá de uma hora para outra, muito menos se a segunda pessoa em questão não está disposta a viver a experiência.
Amigo é alguém que dá mais brilho e cor para tudo que vivemos, porque conhece nossas capacidades e limites e nos faz ir além do que imaginamos conseguir. Faz-nos rir e, às vezes, chorar; diz o que gostaríamos de ouvir e também o que não gostaríamos, mas está sempre conosco e é isso que o torna tão importante. Para o amigo não exitem segredos nem mistérios, somos livres e, portanto, plenos e felizes ao seu lado. Estão aí algumas das razões pelas quais eu não posso afirmar que uma amizade não correspondida seja real. Entre os milhares que nos seguem pelas redes sociais, por exemplo, alguns são amigos, mas não posso afirmar que todos o são, pois amizade é coisa séria e exigente, necessita de cultivo e dedicação, vai além do virtual, tem suas raízes na realidade do que sou. Em Eclesiático 6, 6, lemos: "Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil. Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa... Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro".
Quando comparo a amizade com uma árvore, consigo definir melhor este sentimento, pois ambas necessitam de cuidados especiais para lançar raízes, crescer, florecer e dar frutos.
Amigo é alguém que dá mais brilho e cor para tudo que vivemos, porque conhece nossas capacidades e limites e nos faz ir além do que imaginamos conseguir. Faz-nos rir e, às vezes, chorar; diz o que gostaríamos de ouvir e também o que não gostaríamos, mas está sempre conosco e é isso que o torna tão importante. Para o amigo não exitem segredos nem mistérios, somos livres e, portanto, plenos e felizes ao seu lado. Estão aí algumas das razões pelas quais eu não posso afirmar que uma amizade não correspondida seja real. Entre os milhares que nos seguem pelas redes sociais, por exemplo, alguns são amigos, mas não posso afirmar que todos o são, pois amizade é coisa séria e exigente, necessita de cultivo e dedicação, vai além do virtual, tem suas raízes na realidade do que sou. Em Eclesiático 6, 6, lemos: "Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil. Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa... Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro".
Quando comparo a amizade com uma árvore, consigo definir melhor este sentimento, pois ambas necessitam de cuidados especiais para lançar raízes, crescer, florecer e dar frutos.
Observo que, com o passar do tempo e o desenrolar dos acontecimentos, as raízes que traçam o chão da minha história e me sustentam firme durante os ventos e vendavais da vida são provas de que verdadeiros amigos, ao passarem por mim, deixam marcas que nem o tempo nem a distância conseguem apagar. Quem não se lembra, por exemplo, daquele amiguinho da escola, cúmplice em todas as horas? Ou da turma do bairro, aqueles com os quais dividíamos sonhos, lanches, brinquedos, lágrimas e sorrisos?
Amigo de verdade é uma espécie de irmão! Ao seu lado é fácil ser feliz. Mesmo em momentos dificeis, o amigo tem o dom de trazer leveza aos nossos sentimentos. É alguém que dá e não espera retorno, ou melhor, se dá sem esperar recompensas. Sente o que sentimos, compreende o que pensamos, mesmo quando nem nós conseguimos expressar. O amigo é o sol que enxuga nossas lágrimas. É aquele que percebe, pelo olhar, nossos desejos, disfarces, alegrias e medos. Tem a palavra certa na hora certa, ou o silêncio certo na hora certa. Além disso, tem também o dom de nos fazer ser quem somos, nos conhece tanto que nos leva sempre de volta à nossa essência.
É difícil continuar definindo a amizade, mas isso não vem ao caso agora. Basta saber que cada amigo é um dom de Deus em qualquer tempo e lugar. Quando viajo e conheço lugares bonitos, por exemplo, em fração de segundos, vou identificando, em algum recanto das minhas lembranças, a presença de meus amigos. Lembro-me dos que se identificariam com aquele lugar, aquele clima, entre outros. Sinto vontade de tê-los ao meu lado nas diversas fases da vida e vou procurando um jeito para isso, já que a vida segue seu rumo. De vez em quando alguma cena, música, flor, fase da lua, mar, comida, paisagem tornam-se meios para avivar a lembrança de meus amigos.
E você gosta de cultivar suas amizades? Que lugar este sentimento ocupa em suas lembranças?
Hoje talvez seja um dia propício para identificar as raízes da verdadeira amizade que estão dentro de cada um de nós. É dia de agradecer a Deus por cada amigo que temos, e agradecer a cada amigo por tornar nossa vida melhor. Expressar nosso afeto, quebrar a distância, reavivar a chama do amor puro e sincero, próprio da amizade.
Conquistar novos amigos é bom e importante; ter muitos seguidores virtuais nas redes sociais e cultivar um relacionamento sadio com cada um também tem seus méritos, porém, amizade, como dom de Deus, vai além disso. É arvore que um dia era semente e germinou no solo do nosso coração, foi cultivada e cresceu. Lançou raízes no solo da nossa história, por isso, faz parte de nós.
Aproveite este dia para fortalecer os laços de amizade que fazem parte da sua história, agradeça aos seus amigos pelo bem que lhe fazem sem se esquecer de lhes dizer o quanto são importantes.
De:Dijanira Silva
Paz e Bem
terça-feira, 17 de maio de 2011
O que me espera
Eu costumo andar pelas calçadas. Nenhum obstáculo chama minha atenção, e pelo caminho formado em minha mente vou caminhando.
Os obstáculos não mudam minha opinião, o que não significa que nada muda minha opinião.
Algo bom pela estrada, um som, um carinho, o cheiro da chuva nas esquinas, a cor da paisagem e quem nela habita me chama a atenção, e sou o primeiro a parar a carruagem.
Pé no estribo, a primeira medida a fazer é avaliar onde estou.
Pé no chão, a segunda medida é saber porque sinto.
Tudo que meu coração manda nessa hora é parar.
Um abraço me faria atravessar o mundo, e é sonhando com ele que me ponho a caminhar
outra vez.
Maninho
Paz e Bem.
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